4.5 Grau de endogenia

O grau de endogenia é uma proporção de quantos mestres ou doutores que trabalhavam em uma determinada unidade da Federação se titularam naquela mesma unidade da Federação em relação aos que se titularam em qualquer unidade da Federação, em um ano de referência.

Apesar de apresentarem significativa heterogeneidade, os grau de endogenia de mestres e de doutores aumentaram na maioria das unidades da Federação entre os anos de 2009 e 2021, como mostra o gráfico 4.5.1. Este fato está certamente correlacionado à desconcentração da pós-graduação brasileira ocorrida naquele período. Unidades da Federação, que antes titulavam poucos mestres e doutores, passaram a titular números significativamente maiores destes profissionais, atendendo, assim, parcelas crescentes das demandas locais dos mercados de trabalho de mestres e doutores.

Entre 2009 e 2021, o grau de endogenia de mestres aumentou em todas as unidades da Federação, exceto em São Paulo, Santa Catarina, Ceará, Rio de Janeiro e Pernambuco. Os maiores ganhos de grau de endogenia de mestres ocorreram nos Estados de Roraima, Tocantins e Acre. Entre 2009 e 2021, tais estados tiveram seus grau de endogenia de mestres elevados respectivamente em 44,8; 42,5 e 33,8 pontos percentuais.

No caso dos doutores, houve aumento, entre 2009 e 2021, do grau de endogenia de todas as unidades da Federação, com a exceção de São Paulo. As unidades da Federação que mais elevaram seus grau de endogenia de doutores foram Sergipe, Mato Grosso do Sul e Goiás. Tais estados aumentaram seus grau de endogenia de doutores em respectivamente 28,7; 23,5 e 21,2 pontos percentuais.

Grau de endogenia por unidade da Federação, 2009 e 2021 (%)

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