8.8. Titulação, emprego e remuneração por cor ou raça nas Regiões

No período de 1996 a 2021, 260.434 titulações de mestrado de cor ou raça branca encontravam-se na Região Sudeste, 134.437 no Sul, 58.497 no Nordeste, 31.238 no Centro-Oeste e 10.936 no Norte (gráfico 8.8.1). As titulações de cor ou raça preta apresentaram seus maiores volumes no Sudeste (17.183 títulos), no Nordeste (13.793 títulos) e, bem mais distante, no Centro-Oeste (3.690 títulos), no Sul (3.649 títulos) e no Norte (2.822). Para titulações de cor ou raça parda, os volumes de títulos entre o Sudeste e o Nordeste são mais próximos, com 62.816 títulos e 57.865, respectivamente, e próximos também no Norte e no Centro-Oeste: 17.298 e 17.051 títulos, respectivamente. No caso das titulações de cor ou raça indígena, os maiores volumes estiveram no Sudeste (939 títulos), no Centro-Oeste (911 títulos), no Norte (308 títulos) e no Sul (229 títulos). As titulações de cor ou raça amarela se concentraram no Sudeste (6.806 títulos), seguido do Nordeste (1.874 títulos), do Sul (1.825 títulos), do Centro-Oeste (911 títulos) e do Norte (479 títulos). As titulações sem declaração de cor ou raça alcançaram expressiva participação em todas as regiões, totalizando 283.133 casos, ou seja, 30% das titulações sem declaração de cor ou raça

No caso do doutorado, nota-se a mesma tendência do mestrado nos volumes de titulação por cor ou raça por grandes regiões. As titulações de doutorado de cor ou raça branca corresponderam, no período de 1996 a 2021, a 120.902 títulos no Sudeste, 40.966 títulos no Sul, 16.452 títulos no Nordeste, 7.920 títulos no Centro-Oeste e 2.091 títulos no Norte. As titulações de cor ou raça preta foram de 5.909 títulos no Sudeste, 2.709 títulos no Nordeste, 984 títulos no Sul, 726 títulos no Centro-Oeste e 434 títulos no Norte. As titulações de cor ou raça parda estão concentradas no Sudeste (24.521 títulos), seguido do Nordeste (13.332 títulos), do Sul (3.572 títulos), do Centro-Oeste (3.512 títulos) e do Norte (2.743 títulos). O Sudeste também concentra as titulações de doutorado de cor ou raça indígena (547 títulos) e, mais distante, o Nordeste (173 títulos), o Sul (78 títulos), o Centro-Oeste (57 títulos) e o Norte (55 títulos). Para as titulações de cor ou raça amarela, no período de 1996 a 2021, 3.680 títulos de doutorado se concentram no Sudeste e apenas 578 títulos no Sul, 470 títulos no Nordeste, 188 no Centro-Oeste e 91 no Norte. No caso das titulações de doutorado, cerca de 20% não apresentaram declaração de cor ou raça em sua distribuição por grandes regiões.

A distribuição relativa das titulações de mestrado e doutorado por cor ou raça no âmbito de cada uma das grandes regiões possibilita ampliar a compreensão das diversidades étnico-raciais por região do Brasil e direcionar a análise para o entendimento de que a menor proporção de titulações de cor ou raça branca, em algumas regiões, corresponde, necessariamente, a políticas de inclusão na pós-graduação. A composição racial de cada região, em comparação com a distribuição das titulações de mestres e doutores, mostra onde e quais categorias são sub ou sobrerrepresentadas.

Para a Região Norte, as titulações de mestrado da cor ou raça branca representam 31,5% do total de seus títulos, em 2021, inferior aos títulos de mestrado de cor ou raça parda, que correspondem a 55% do total das titulações. Ocorre que, em 2022, a população branca da Região Norte representava 20,7% de sua população total, e a população parda, 67,2%, em 2022. Portanto, as composições étnico-raciais das diferentes regiões do país condicionam as titulações por cor ou raça. A população preta, na Região Norte, responde por 8,8% do total de sua população, em 2022, e a presença de títulos de mestrado de cor ou raça preta corresponde a 10,6% do total de titulações no mestrado, em 2021. Contudo, a consolidação do sistema de pós-graduação igualitário quanto a cor ou raça requer a continuidade da inclusão de todas as composições étnico-raciais. Chama a atenção que a população indígena represente 3,1% de sua população total, em 2022, e corresponda a apenas 1,2% do total das titulações de mestrado na Região Norte, em 2021. No doutorado, a titulação de cor ou raça branca corresponde a 33,5% do total, em 2021, acima da proporção da cor ou raça branca na população total do Norte (20,7%), indicando a seletividade dessa categoria de cor ou raça no doutorado; as demais categorias de cor ou raça nas titulações de doutorado mantêm as distribuições relativas do mestrado.

É de se destacar que as titulações de mestrado e de doutorado da cor ou raça amarela representam, na distribuição relativa nas regiões, percentuais mais elevados (em torno de 1% a 2% do total dos títulos) que sua correspondência na população total da cor ou raça amarela nas respectivas regiões, em geral, inferior a 0,5%, exceto no Sudeste, onde é de 0,7%, o que indica sobreparticipação da cor ou raça amarela nas titulações de mestrado e doutorado nas diferentes regiões. Mesmo no Sudeste, em que a população da cor ou raça amarela representa 0,7% de sua população total, em 2022 (a maior no país), cor ou raça as titulações no doutorado de cor ou raça amarela correspondem a 1,8% do total das titulações e 1,5% no mestrado, em 2021.

Para a Região Nordeste, há maior defasagem entre a composição étnico-racial de sua população e a distribuição de titulações de mestrado e de doutorado. No total da população do Nordeste, a população branca representa, em 2022, 26,7% do total; a preta, 13%; a parda, 59,6%; a indígena, 0,6%; e a amarela, 0,1%. As titulações de mestrado de cor ou raça branca representam, em 2021, 39,1% do total das titulações no Nordeste, e as de doutorado, 43,9%, ou seja, concentração bem maior de cor ou raça branca entre os titulados de mestrado e de doutorado que o total da proporção da população nessa categoria. As titulações de mestrado de cor ou raça preta correspondem a 13,5%, em 2021, e as de doutorado, 11,1%, participações inferiores na formação pós-graduada que sua representação na população total (13%), sendo que, nos casos de titulações de cor ou raça indígena, esta representa 0,5% do total das titulações de mestre e de doutores, proporção próxima à sua participação na população total (0,6%).

Para a Região Sudeste, a composição étnico-racial de sua população total está assim distribuída: 50% branca, 10,6% preta, 38,7% parda, 0,1% indígena e 0,7% amarela, em 2022. As titulações de mestrado acompanham sua distribuição por cor ou raça no que se refere às titulações da cor ou raça branca, com 69,3% de títulos de mestre de cor ou raça branca. Na população indígena, também há aderência entre a participação de sua população no total do Sudeste (0,13%) e as titulações de mestrado de cor ou raça indígena (0,2% em 2021) e no doutorado (0,2%), bem como nas titulações de mestrado de cor ou raça amarela, como apontado acima. As maiores assimetrias se encontram nas proporções das populações parda e preta na população total do Sudeste e na participação de titulações de mestrado e doutorado de cor ou raça preta (em torno de 7,5% do total dos títulos de mestrado e de doutorado contra 10,6% de participação na população total do Sudeste) e parda (21,5% dos títulos de mestrado e doutorado contra 38,7% de participação no total da população da região).

Na Região Sul, encontra-se a maior concentração da população branca na composição da população brasileira, em 2022, representando 73% do total, enquanto a população preta corresponde a 5%; a parda, a 22%; a indígena, a 0,3%; e a amarela, a 0,4%. Nas titulações de mestrado da cor ou raça branca no Sul, 84,4% dos títulos de mestrado correspondem a essa categoria de cor ou raça e 85,6% nos títulos de doutorado. As titulações de cor ou raça amarela também estão sobrerrepresentadas no Sul, correspondendo a 1,1% dos títulos de mestrado e a 1,2% dos títulos de doutorado (contra 0,4% na população total). As maiores assimetrias se encontram para as titulações de cor ou raça parda, com cerca de 10,9% das titulações de mestrado e de doutorado no Sul, sendo que, na população total da região, corresponde a 22%, e para as titulações de cor ou raça preta, com cerca de 3,3% das titulações de mestrado e doutorado e com 5% de participação na população total.

A população de cor ou raça branca tem maior participação nas titulações de mestrado e doutorado que sua proporção nas populações em todas as regiões brasileira, com uma sobreparticipação que varia de 19,4% no Sudeste a 10,8% no Norte, no mestrado, e de 23,2% no Centro-Oeste a 12,8% no Norte, no doutorado.

Para a cor ou raça amarela, as titulações de mestrado são muito próximas, ligeiramente maiores que sua participação nas populações das regiões. No doutorado, também há maior participação do que a proporção na população, porém com, no máximo, 1,8% a mais em relação a sua população no Nordeste.

As titulações de mestres de cor ou raça preta também são próximas às participações nas populações das regiões, porém com participações ligeiramente superiores no Norte e no Nordeste e perda de representação no Sudeste. No doutorado, a população de cor ou raça preta só não é sub-representada na Região Norte, com participação apenas 0,5% superior à sua proporção na população da região. Na Região Sudeste, essa participação nas titulações de doutores chega a ser 5% menor que a participação na população.

Para as titulações de mestres e doutores de cor ou raça indígena, as participações são próximas das suas proporções nas populações regionais, porém com subparticipação no Norte de menos 1,9% e 1,7%, para mestrado e doutorado, respectivamente, nessa região que detém a maior população da categoria indígena.

Para cor ou raça parda, no entanto, há assimetria importante nas titulações de mestres e doutores, com sub-representação nas titulações de mestrado em todas as regiões, variando de 17,2% no Sudeste e 10,8% a menos que sua proporção na população no Sul. No doutorado, aumenta a sub-representação, com 22,6% no Centro-Oeste.

Nota-se que a assimetria observada, principalmente quanto à sobreparticipação de brancos e subparticipação de pardos, vai além das regiões, mostrando-se como padrão de desigualdade de acesso à pós-graduação da categoria de cor ou raça parda, que representa, em 2022, 45,3% da população brasileira.

É importante mencionar que, mesmo no Norte, onde os pardos têm participação majoritária no mestrado (55%) e no doutorado (54,8%), trata-se de uma proporção menor do que a observada na população (67,2%), em 2022. No Nordeste, os titulados de cor ou raça parda também têm importante participação, 45,4% no mestrado e 42,5% no doutorado. Ainda assim, representam uma proporção menor que na população de pardos da região (59,6%).

O número de titulações por grandes regiões do Brasil por cor ou raça reflete a própria concentração de programas de mestrado e doutorado nas regiões Sudeste e Sul do Brasil, contudo a composição étnico-racial da população brasileira em seu conjunto condiciona os diferenciais regionais na titulação de mestres e doutores. Mesmo com maior concentração em titulações de cor ou raça branca, regiões com predomínio de populações não brancas, como Nordeste e Norte, tendem a indicar maiores presenças de titulações de mestrado e de doutorado nas respectivas categorias de cor ou raça, como reflexo do efeito da composição étnico-racial da população em geral. Contudo, há grande defasagem entre a representação da composição por cor ou raça na população total de cada região, especialmente preta e parda, e o número de titulações de mestrado e doutorado nas respectivas categorias raciais em cada uma das regiões do Brasil.

A participação da população branca nas titulações de mestrado e doutorado é significativamente superior à sua proporção na população em todas as regiões do Brasil, com destaque para sobrerrepresentação de 23,2% no doutorado, no Centro-Oeste. Em contraste, os indivíduos de cor parda, que têm a maior participação percentual na população brasileira (45,3%, em 2022), estão sub-representados de forma persistente nas titulações, especialmente no doutorado, com até 22,6% a menos no Centro-Oeste. Mesmo em regiões com predominância de pardos, como Norte e Nordeste, a proporção de titulados pardos é inferior à composição populacional.

As participações das populações preta, amarela e indígena apresentam padrões variados. As titulações para cor ou raça preta tendem a ter participações mais próximas às suas proporções populacionais no mestrado, mas são sub-representadas no doutorado, exceto no Norte. Titulações para cor ou raça amarela estão discretamente sobrerrepresentadas, sobretudo no doutorado, enquanto indígenas têm participações próximas às suas proporções populacionais nas regiões, mas com sub-representação na Região Norte, onde estão mais concentrados. Esses dados revelam desigualdades estruturais na pós-graduação, com impacto na diversidade racial na formação de mestres e doutores.

Distribuição percentual de mestres, doutores e da população total, por cor ou raça e região, 2021(%)

Para os vínculos de empregos formais com titulação de mestrado e de doutorado, a Região Norte é aquela que indica maior intensidade no ritmo de crescimento no mercado de trabalho formal tanto para mestres quanto para doutores nas diferentes categorias de cor ou raça, entre 2009 e 2021. Os vínculos de empregos formais para a categoria cor ou raça preta foi de 16,1% ao ano, entre 2009 e 2021; para a categoria cor ou raça parda, de 14,0% ao ano; de 13,7% ao ano para indígena; de 12,5% ao ano para amarela; e de 10,2% ao ano para branca. No doutorado, as taxas de crescimento da Região Norte tanto foram as mais elevadas das regiões quanto foram bem superiores às do mestrado. Para os vínculos de empregos formais com doutorado, a categoria cor ou raça indígena apresentou 20,1% ao ano; a categoria cor ou raça preta, 22,0% ao ano; a parda, 21,3% ao ano; a branca, 16,4% ao ano; e a amarela, 17,3% ao ano.

A Região Nordeste apresenta em seus vínculos de empregos formais para mestrado e para doutorado a menor taxa de crescimento, de 2009 a 2021, para a categoria cor ou raça branca (9,7% ao ano e 11,3% ao ano), sendo também as taxas de crescimento dos vínculos de empregos formais maiores no doutorado que no mestrado. Os vínculos de empregos formais da população preta registraram taxa de crescimento de 14,8% ao ano para o mestrado e de 16,3% para o doutorado; para a categoria de cor ou raça parda, 12,9% ao ano e 14,5% ao ano, respectivamente; para a categoria cor ou raça indígena, 11,1% ao ano e 8,8% ao ano; e para a categoria amarela, 14,0% ao ano e 14,8% ao ano.

Na Região Sudeste, a extensa base de titulados de mestrado e de doutorado já imprime menor ritmo de crescimento nos vínculos de empregos formais em comparação às demais regiões, embora permaneçam elevadas as taxas de crescimento, de 2009 a 2021, para todas as categorias de cor ou raça. Nos vínculos de empregos formais do mestrado de cor ou raça branca, a taxa de crescimento foi de 7,8%, sendo de 13,3% para preta, 12,2% para parda, 9,0% para indígena e 7,6% para amarela. Nos vínculos de empregos formais com doutorado no Sudeste, foi elevada a taxa de crescimento da categoria cor ou raça amarela, com 7,1%, sendo o crescimento dos vínculos de empregos formais da categoria de cor ou raça preta de 13,5% ao ano, da parda de 12,6% ao ano, da indígena de 8,0% ao ano e da branca de 8,2% ao ano.

Os vínculos de empregos formais na Região Sul indicaram taxas de crescimento, de 2009 a 2021, para a categoria cor ou raça preta de 14,7% ao ano nos vínculos com mestrado e 13,5% ao ano com doutorado. Para os vínculos de empregos formais de cor ou raça parda, 14,3% ao ano com mestrado e 15,2% ao ano com doutorado. Os vínculos de empregos formais de cor ou raça branca apresentaram taxas de crescimento de 8,8% ao ano para titulados com mestrado e 10,8% ao ano para titulados com doutorado. Para os vínculos de empregos formais de cor ou raça indígena, 11,3% ao ano com mestrado e 9,6% ao ano com doutorado. Os vínculos de empregos formais para a categoria cor ou raça amarela registraram taxas de crescimento de 8,4% ao ano no mestrado e 9,1% ao ano no doutorado.

Na Região Centro-Oeste, os vínculos de empregos formais apresentaram taxas de crescimento, de 2009 a 2021, na categoria cor ou raça preta com mestrado de 14,0% ao ano e com doutorado de 15,0% ao ano; para a categoria cor ou raça parda, 12,1% ao ano com mestrado e 13,8% ao ano com doutorado; para a categoria indígena, 8,9% ao ano com mestrado e 14,4% ao ano com doutorado; para a categoria cor ou raça amarela, 11,8% ao ano no mestrado e 12,1% ao ano no doutorado; e para a categoria branca, 8,7% ao ano no mestrado e 10,7% ao ano no doutorado.

As taxas de crescimento dos vínculos de empregos formais de mestres e doutores por regiões brasileiras, em 2009 e 2021, indicam diferentes ritmos de crescimento da inserção desse contingente de profissionais altamente qualificado nos respectivos mercados de trabalho regionais, a despeito de sua concentração nos volumes de vínculos de mestres e doutores por cor ou raça refletir também a composição étnico-racial da população em seu conjunto. Destaca-se que a taxa de crescimento do número de mestres empregados foi maior para pretos em todas as regiões (18,7% no Norte, 15,5% no Nordeste, 12,4% no Sudeste, 14,7% no Sul e 14,8% no Centro-Oeste). Para os doutores empregados, as categorias de cor ou raça de maiores crescimentos variaram nas regiões.

Taxa de crescimento do número empregados, por cor ou raça e Região, 2009-2021 (%)

A remuneração média mensal (valores correntes em reais) dos empregados formais com mestrado por cor ou raça, em 2021 (gráfico 8.8.3), indica que a categoria branca apresenta as maiores remunerações médias mensais nas regiões Norte (R$ 12.069,34), Nordeste (R$ 10.304,81) e Centro-Oeste (R$ 13.752,73). Na Região Sudeste, a remuneração média mensal de mestres brancos (R$ 10.942,62) é ligeiramente inferior à dos amarelos (R$ 11.116,41), e os valores são bastante próximos na Região Sul (R$ 9.257,31 para brancos e R$ 9.424,61 para amarelos). As maiores remunerações médias mensais concentram-se no Centro-Oeste, provavelmente em razão da absorção de profissionais com alta qualificação pelas indústrias extrativas, setor predominante nessa região e que apresenta os maiores salários para mestres e doutores (como detalhado no item 3.5). Ainda no Centro-Oeste, a menor remuneração média mensal entre os mestres foi registrada para a categoria indígena (R$ 9.970,46), valor que, embora inferior aos demais da região, ainda é mais elevado do que os das regiões Sul (R$ 9.307,69), Sudeste (R$ 9.444,48), Nordeste (R$ 8.623,48) e Norte (R$ 10.153,57).

Para a categoria preta com mestrado, em 2021, a remuneração média mensal foi de R$ 11.333,46 no Centro-Oeste; R$ 10.124,39 no Norte; R$ 9.412,38 no Sudeste; e R$ 8.124,69 no Sul. Entre os mestres pardos, os valores foram: R$ 12.631,56 no Centro-Oeste; R$ 10.674,75 no Norte; R$ 10.158,79 no Sudeste; e R$ 8.439,94 no Sul. Para os mestres amarelos, a maior remuneração média mensal foi no Sul (R$ 9.424,61), valor superior ao das demais categorias de cor ou raça na mesma região. Nas demais regiões, os valores foram relativamente próximos: R$ 11.954,76 no Centro-Oeste; R$ 11.190,38 no Norte; R$ 11.116,41 no Sudeste; e R$ 8.563,58 no Nordeste.

Entre os doutores, a categoria branca apresenta as maiores remunerações médias mensais nas regiões Norte (R$ 17.717,26), Nordeste (R$ 17.515,99), Sudeste (R$ 15.300,66) e Centro-Oeste (R$ 18.548,16). Na Região Sul, as maiores remunerações médias mensais foram observadas entre os doutores indígenas (R$ 17.233,18) e amarelos (R$ 16.927,20). As remunerações médias mensais de doutores pretos são as menores em todas as regiões. Os doutores pardos têm valores semelhantes aos dos brancos na Região Norte (R$ 17.191,06 e R$ 17.717,26, respectivamente), mas nas demais regiões observam-se diferenças entre 4% e 7% a menos, em média. As remunerações médias mensais de doutores das categorias indígena e amarela são próximas entre si em todas as regiões. Os maiores valores foram: R$ 17.233,18 para doutores indígenas na Região Sul e R$ 17.932,57 para doutores amarelos na Região Centro-Oeste.

Os diferenciais de remuneração média mensal dos empregados formais com mestrado por cor ou raça são mais desiguais tanto entre as regiões quanto no interior de cada uma delas. Para a remuneração média mensal de doutores segundo cor ou raça, os diferenciais são menos acentuados, e a Região Sudeste apresenta os menores rendimentos para todas as categorias de cor ou raça em relação às demais regiões. É de se destacar que as menores remunerações de mestres de cor ou raça preta e parda estiveram concentrados no Nordeste e no Sul. A categorias de cor ou raça preta com mestrado e com doutorado é a que recebeu as menores remunerações em cada uma das regiões.

Remuneração mensal média, por cor ou raça e Região, 2021 (R$ constantes)

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